DIOCESE DE PALMAS - FRANCISCO BELTRÃO
COORDENAÇÃO DIOCESANA DA AÇÃO EVANGELIZADORA
Projeto de Revitalização da Pastoral Familiar
- Lema: “Família santuário que acolhe, vive, celebra e anuncia a Palavra de Deus” (SD 214).
- I. Objetivo geral:
Revitalizar a Pastoral Familiar em todas as paróquias e comunidades da Diocese de Palmas -
Francisco Beltrão, para resgatar os valores, a vocação, a identidade e a missão da família,
reavivando a fé como membros vivos da Igreja, mediante a formação de grupos de casais ou famílias na sua diversidade, que se encontram e rezam a partir da Palavra de Deus.
- II. Objetivos específicos
1. Formar grupos de até seis casais ou famílias, nas suas mais diversas composições, de acordo com a situação de cada comunidade, para a leitura, estudo e oração a partir da Palavra de Deus.
2. Resgatar a identidade, a vocação, a missão da família católica e a sua pertença à comunidade eclesial.
3. Reavivar os grupos já existentes.
4. Levar a Palavra de Deus a diferentes ambientes familiares, eclesiais e sociais.
5. Incentivar depois de consolidados a criação de novos grupos de família e casais;
6. Criar uma equipe diocesana de animação da pastoral familiar para os decanatos e paróquias;
7. Preparar agentes qualificados com vistas às coordenações paroquiais, decanais e diocesana da Pastoral familiar.
- III. Justificativa
Tendo em vista:
1. O objetivo geral do XIII Plano Diocesano da Ação Evangelizadora;
2. A escolha da Assembléia Diocesana de 2006 pela prioridade da Família, com atenção especial para a Pastoral Familiar;
3. Os estudos realizados nas reuniões do clero, nos encontros com os movimentos eclesiais e nos Conselhos Diocesanos de Pastoral;
4. Os apelos da V Conferência Latino-Americana e do Caribe em Aparecida, em 2007 e da CNBB, nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2008-2010):
- As dioceses devem ser comunidades missionárias com gestos concretos de ida ao encontro dos outros, com criatividade para chegar às multidões, com um espírito pastoral adequado, com práticas pastorais e estruturas evangelizadoras, de modo especial dos pobres, sendo realmente a “casa dos pobres” (Diretrizes, 9).
- A mentalidade individualista alastrou-se também no campo religioso. O indivíduo sempre mais escolhe a sua religião num contexto pluralista, com adesão parcial, com fraco sentido de pertença institucional, construindo um mosaico com fragmentos de doutrinas e práticas de várias religiões e considerando suas convicções uma religião invisível, com pouca ou nenhuma prática exterior (Diretrizes, 38).
- A religiosidade, entre os brasileiros, continua alta. A declaração ‘sem religião’ parece indicar mais uma ‘des-institucionalização’ da religião e a emergência da chamada religião invisível antes que ausência dela (Diretrizes, 43).
- As comunidades eclesiais são chamadas a uma verdadeira conversão pastoral que exige que se vá para além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral missionária e que nos inspire atitudes e iniciativas de auto-avaliação e coragem de mudar várias estruturas pastorais em todos os níveis, serviços, organismos, movimentos e associações (Diretrizes, 46).
- Temos quatro exigências intrínsecas da evangelização: o serviço, o diálogo, o anúncio e o testemunho de comunhão (Diretrizes, 51).
- O caminho percorrido pelo sujeito da fé são: O encontro vivo com Jesus Cristo, conversão, discipulado, comunhão e missão.
- Faz-se necessário uma pastoral bíblica entendida como ‘animação bíblica da pastoral, que seja escola de interpretação ou conhecimento da Palavra, de comunhão com Jesus ou oração com a Palavra e de evangelização inculturada ou de proclamação da Palavra (Diretrizes, 63).
- Um olhar atento haverá de ser dirigido à família, patrimônio da humanidade, lugar e escola de comunhão, pequena Igreja doméstica e primeiro local para a iniciação cristã das crianças. Tamanha é sua importância que deve ser considerada ‘um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora’ (Diretrizes, 128).
- A família é reconhecida como o maior valor pelo nosso povo. Por isso deve ser ajudada por uma Pastoral Familiar vigorosa (Diretrizes, 129).
- Os cristãos precisam recomeçar a partir de Cristo, a partir da contemplação de quem nos revelou em seu mistério a plenitude do cumprimento da vocação humana e de seu sentido. Necessitamos fazer-nos discípulos dóceis, para aprendermos d’Ele, em seu seguimento a dignidade e a plenitude da vida... />Em Cristo Palavra, Sabedoria de Deus, a cultura pode voltar a encontrar seu centro e sua profundidade, a partir de onde é possível olhar a realidade no conjunto de todos os seus fatores, discernindo-os à luz do Evangelho e dando a cada um seu lugar e sua dimensão adequada (DA, 41).br>
- Não podemos deixar de aproveitar esta hora de graça. Necessitamos de um novo Pentecostes! Necessitamos sair ao encontro das pessoas, famílias, das comunidades e dos povos para comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de ‘sentido’, de verdade e de amor, de alegria e de esperança! (DA, 548).
5. A abordagem da realidade e os estudos de ordem teológica e pastoral no Conselho Diocesano de Pastoral de junho de 2008;
6. O levantamento da realidade das famílias feito em nossas paróquias através das Santas Missões Populares.
- IV. Metodologia:
1. Formar grupos de até seis casais que se reúnem quinzenalmente ou mensalmente.
2. Servir-se da Bíblia como texto base, mais um roteiro preparado e disponibilizado no site da Diocese. O referido roteiro tem os seguintes passos:
2.1. Acolhida
2.2. Oração inicial
2.3 Leitura do texto
2.4 Indicações para interpretação
2.5 Perguntas orientadoras para motivar a partilha
2.6 Partilha
2.7 Palavra da Igreja (interpelação).
2.8 Oração espontânea do grupo (inspirada na partilha)
2.9 Oração conclusiva
3 Organizar as coordenações nos grupos, nas comunidades e nas paróquias. Posteriormente far-se-á nos Decanatos e na Diocese.
- V. Cronograma de implantação da Pastoral Familiar
1. Agosto de 2008 – lançamento da PF na Semana da Família
2. Até Julho de 2009 – organização nas Paróquias
3. Até dezembro de 2009 – organização nos Decanatos e Diocese
- VI. Equipe de animação
Para visitar as paróquias e dar formação aos coordenadores e agentes foi nomeada a seguinte equipe:
Pe. Deoclézio Wigineski - Decanato de Palmas
Pe. Evandro Arlindo de Mello - Decanato de Pato Branco
Pe. Moacir José Piovezan - Decanato de São João
Pe. Darci Dalmonte - Decanato de Dois Vizinhos
Pe. Caetano Sandrini - Decanato de Realeza
Pe. Valdinei Batistti - Decanato de Santo Antonio do Sudoeste
Pe. Lizandro Poletto - Decanato de Francisco Beltrão
- VII.Método de Avaliação
Todo o processo de implantação será acompanhado pela Coordenação Diocesana da Ação Evangelizadora, avaliado nos Conselhos Diocesanos de Pastoral subseqüentes, nas reuniões do clero, decanatos e nas reuniões das coordenações das pastorais e movimentos da Diocese.
Francisco Beltrão 21 de Junho de 2008
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